domingo, 19 de agosto de 2012

Como Funciona maquina fotografica e o olho humano


O componente óptico da câmera é a lente.Essencialmente, uma lente é apenas um pedaço curvo de vidro ou plástico. Seu trabalho é captar os feixes de luz refletidos por um objeto e redirecioná-los de modo que venham a formar uma imagem real, que pareça exatamente com a cena na frente da lente.
O processo é muito simples. À medida que a luz viaja de um meio para outro, ela muda de velocidade. A luz viaja mais rápido através do ar do que através do vidro, de modo que a lente diminui sua velocidade.
Quando as ondas de luz entram em um pedaço de vidro em um determinado ângulo, uma parte delas irá atingir o vidro antes da outra e começará a desacelerar primeiro. Isso é algo como empurrar um carrinho de um local cimentado para a grama, em ângulo. A roda direita atinge primeiro a grama e desacelera, enquanto a roda esquerda ainda está sobre o cimentado. Assim a roda esquerda se move, momentaneamente, mais rapidamente do que a direita. O carrinho vira para a direita à medida que se move sobre a grama.
O efeito sobre a luz é o mesmo. À medida que ela entra em ângulo no vidro, ela se desvia em uma direção e se desvia novamente quando sai do vidro, porque partes da onda luminosa entram no ar e aceleram antes que as outras partes da onda. Em uma lente convergente ou convexa padrão, um ou ambos os lados do vidro se curvam para fora. Isso significa que os raios de luz que a atravessam se desviarão na direção do centro da lente, ao entrar. Em uma lente biconvexa, como uma lupa ou lente de aumento, a luz se desvia da mesma maneira quando sai e quando entra.
 


Isso efetivamente inverte o caminho da luz proveniente de um objeto. Uma fonte de luz (digamos, uma vela) emite luz em todas as direções. Os raios de luz se originam todos no mesmo ponto (a chama da vela) e estão, constantemente, divergindo. Uma lente convergente capta esses raios e os redireciona de modo que todos eles irão convergir de volta a um único ponto. No ponto onde os raios convergem, você obtém uma imagem real da vela
 Resumindo  A máquina fotográfica é uma câmera escura. Através de uma abertura mínima, uma lente ou um conjunto de lentes projeta a imagem sobre uma superfície plana.
Se a superfície for um filme fotográfico, tratado quimicamente para isso, a luz altera as propriedades de cor, deixando gravada aquela imagem. Depois o filme é revelado. Se for um negativo, as cores estarão invertidas e será preciso fazer uma cópia para obter as cores originais. Se for positivo - caso dos slides para projeção, por exemplo - basta a revelação que é a fixação das cores no filme.
No caso da fotografia digital, existe um dispositivo eletrônico, conhecido como CCD , que converte as intensidades de luz que insidem sobre ele em valores digitais armazenáveis na forma de Bits e Bytes que são, então, gravados na memória.
        O olho humano
   O olho é uma parte do nosso corpo extremamente complexa. Com ele podemos focalizar um objeto, controlar a quantidade de luz que entra e produzir uma imagem nítida de um objeto. Sob esse aspecto o olho humano pode ser comparado a uma câmara fotográfica. No entanto, os mecanismos que permitem ao olho efetuar um sem número de operações (como o controle da luminosidade) são extremamente complexos.

A parte da frente do olho é recoberta por uma membrana transparente denominada córnea. Atrás da córnea está um líquido, também transparente, ocupando uma pequena região na parte da frente do olho. Este meio é denominado de humos aquoso. Ainda na frente se situa a íris. A íris funciona como o diafragma de uma máquina fotográfica. Ela tem um diâmetro variável permitindo controlar a quantidade de luz que entra. As pálpebras permitem também controlar a entrada de luz. No centro da íris está a pupila do olho. O cristalino é a lente (biconvexa) do olho. A lente do cristalino é uma estrutura elástica e transparente.
O humos vítreo é um meio transparente que ocupa a maior parte do olho e é constituído de um material gelatinoso e claro. A córnea, o humos aquoso, o cristalino e o humos vítreo são os meios transparentes do globo ocular.
Quando a luz incide sobre o olho humano ela experimenta a refração primeiramente na córnea.
A íris controla a quantidade de luz entrando no olho dilatando a pupila (quando quer aumentar a quantidade de luz) ou contraindo a pupila (para reduzir a quantidade de luz). A íris é a porção colorida do olho (olhos azuis, castanhos etc.). A pupila é a região associada ao pequeno círculo do olho. Tem uma cor diferente da íris.
Depois de passar pelos meios transparentes a luz atinge uma película extremamente sensível à luz. Esta película é a retina. A retina é o análogo ao filme de uma máquina fotográfica.
A retina consiste de milhões de bastonetes e cones. Quando estimulados pela luz proveniente do olho, os bastonetes e cones se decompõe quando expostos à luz. Quando assim estimulados esses receptores enviam impulsos para o cérebro (através do nervo óptico) onde a imagem é percebida. Existem três tipos de cones diferentes. Na retina, a interação desses sistemas de cones é responsável pela percepção das cores. Cada tipo de cone é sensível basicamente a uma parte do espectro visível. Um tipo de cone é sensível ao azul e violeta, o outro ao verde e o terceiro ao amarelo. Uma das teorias para explicar a sensação da cores no ser humano sustenta que qualquer cor é determinada pela freqüência relativa dos impulsos que chegam ao cérebro provenientes de cada um desses três sistemas de cones, ou seja, a luz é percebida no cérebro num processo de adição de cores.
Quando um grupo de cones receptivos a uma dada cor está em falta na retina (usualmente por uma deficiência genética) o indivíduo é incapaz de distinguir algumas cores. O indivíduo com essa deficiência é daltônico.