O componente óptico da câmera é a lente.Essencialmente,
uma lente é apenas um pedaço curvo de vidro ou plástico. Seu trabalho
é captar os feixes de luz refletidos por um objeto e redirecioná-los de modo
que venham a formar uma imagem
real, que pareça exatamente com a cena na frente da lente.
O processo é muito simples. À medida
que a luz viaja de um meio para outro, ela muda de velocidade. A luz
viaja mais rápido através do ar do que através do vidro, de modo que a lente
diminui sua velocidade.
Quando as ondas de luz entram em um
pedaço de vidro em um determinado ângulo, uma parte delas irá atingir o vidro
antes da outra e começará a desacelerar primeiro. Isso é algo como empurrar um
carrinho de um local cimentado para a grama, em ângulo. A roda direita atinge
primeiro a grama e desacelera, enquanto a roda esquerda ainda está sobre o
cimentado. Assim a roda esquerda se move, momentaneamente, mais rapidamente do
que a direita. O carrinho vira para a direita à medida que se move sobre a
grama.
O efeito sobre a luz é o mesmo. À
medida que ela entra em ângulo no vidro, ela se desvia em uma direção
e se desvia novamente quando sai do vidro, porque partes da onda luminosa
entram no ar e aceleram antes que as outras partes da onda. Em uma
lente convergente ou convexa padrão, um ou ambos os lados
do vidro se curvam para fora. Isso significa que os raios de luz que a
atravessam se desviarão na direção do centro da lente, ao entrar. Em
uma lente biconvexa, como uma lupa ou lente de aumento, a luz se desvia da
mesma maneira quando sai e quando entra.
Isso efetivamente inverte o caminho da
luz proveniente de um objeto. Uma fonte de luz (digamos, uma vela) emite luz em
todas as direções. Os raios de luz se originam todos no mesmo ponto (a chama da
vela) e estão, constantemente, divergindo. Uma lente convergente capta esses
raios e os redireciona de modo que todos eles irão convergir de volta a um
único ponto. No ponto onde os raios convergem, você obtém uma imagem real da
vela
Resumindo A máquina
fotográfica é uma câmera escura. Através de uma abertura mínima, uma lente ou
um conjunto de lentes projeta a imagem sobre uma superfície plana.
Se a superfície for um filme fotográfico, tratado
quimicamente para isso, a luz altera as propriedades de cor, deixando gravada
aquela imagem. Depois o filme é revelado. Se for um negativo, as cores estarão
invertidas e será preciso fazer uma cópia para obter as cores originais. Se for
positivo - caso dos slides para projeção, por exemplo - basta a revelação que é
a fixação das cores no filme.
No caso da fotografia digital, existe um
dispositivo eletrônico, conhecido como CCD , que converte as intensidades de
luz que insidem sobre ele em valores digitais armazenáveis na forma de Bits e
Bytes que são, então, gravados na memória.
O olho humano
O olho é uma
parte do nosso corpo extremamente complexa. Com ele podemos focalizar um
objeto, controlar a quantidade de luz que entra e produzir uma imagem nítida de
um objeto. Sob esse aspecto o olho humano pode ser comparado a uma câmara
fotográfica. No entanto, os mecanismos que permitem ao olho efetuar um sem
número de operações (como o controle da luminosidade) são extremamente
complexos.
A parte da frente do olho é
recoberta por uma membrana transparente denominada córnea. Atrás da córnea está
um líquido, também transparente, ocupando uma pequena região na parte da frente
do olho. Este meio é denominado de humos aquoso. Ainda na frente se situa a
íris. A íris funciona como o diafragma de uma máquina fotográfica. Ela tem um
diâmetro variável permitindo controlar a quantidade de luz que entra. As
pálpebras permitem também controlar a entrada de luz. No centro da íris está a
pupila do olho. O cristalino é a lente (biconvexa) do olho. A lente do
cristalino é uma estrutura elástica e transparente.
O humos vítreo é um meio
transparente que ocupa a maior parte do olho e é constituído de um material
gelatinoso e claro. A córnea, o humos aquoso, o cristalino e o humos vítreo são
os meios transparentes do globo ocular.
Quando a luz incide sobre o olho
humano ela experimenta a refração primeiramente na córnea.
A íris controla a quantidade de luz entrando no olho dilatando a pupila (quando
quer aumentar a quantidade de luz) ou contraindo a pupila (para reduzir a
quantidade de luz). A íris é a porção colorida do olho (olhos azuis, castanhos
etc.). A pupila é a região associada ao pequeno círculo do olho. Tem uma cor
diferente da íris.
Depois de passar pelos meios transparentes a luz atinge uma película
extremamente sensível à luz. Esta película é a retina. A retina é o análogo ao
filme de uma máquina fotográfica.
A retina consiste de milhões de
bastonetes e cones. Quando estimulados pela luz proveniente do olho, os
bastonetes e cones se decompõe quando expostos à luz. Quando assim estimulados
esses receptores enviam impulsos para o cérebro (através do nervo óptico) onde
a imagem é percebida. Existem três tipos de cones diferentes. Na retina, a
interação desses sistemas de cones é responsável pela percepção das cores. Cada
tipo de cone é sensível basicamente a uma parte do espectro visível. Um tipo de
cone é sensível ao azul e violeta, o outro ao verde e o terceiro ao amarelo.
Uma das teorias para explicar a sensação da cores no ser humano sustenta que
qualquer cor é determinada pela freqüência relativa dos impulsos que chegam ao
cérebro provenientes de cada um desses três sistemas de cones, ou seja, a luz é
percebida no cérebro num processo de adição de cores.
Quando um grupo de cones
receptivos a uma dada cor está em falta na retina (usualmente por uma
deficiência genética) o indivíduo é incapaz de distinguir algumas cores. O
indivíduo com essa deficiência é daltônico.